O Brasil está vivendo os dois lados do El Niño ao mesmo tempo. Segundo o Painel El Niño 2026-2027, coordenado pelo INPE com INMET, ANA, CEMADEN e Defesa Civil, há 95% de probabilidade de que o fenômeno chegue à intensidade muito forte entre outubro e dezembro, podendo ser um dos mais intensos desde 1950.

Na prática, isso significa chuva acima da média no Sul, em parte do Sudeste e no leste do Nordeste, com risco de cheias. Em setembro, rios subiram e causaram inundações no Vale do Taquari e ao longo do rio Caí, no Rio Grande do Sul, além de municípios de Santa Catarina. Ao mesmo tempo, o centro-norte do país deve ficar mais seco e quente. Dados do CEMADEN mostram mais municípios em seca extrema e severa, principalmente no Amazonas, em Roraima e no Acre.

Dois extremos, o mesmo desafio para a água

Na cheia, a água sobe e carrega lama, esgoto e matéria orgânica para rios, poços e reservatórios. A demanda por desinfecção aumenta justamente quando estradas ficam bloqueadas e as entregas atrasam. Na seca, os mananciais baixam, a qualidade da água bruta piora e comunidades passam a depender de fontes alternativas, como poços e carros-pipa. Em regiões onde o transporte depende dos rios, nível baixo também significa logística mais difícil.

Nos dois cenários, quem depende de caminhão (ou barco) para receber cloro fica mais vulnerável no momento em que mais precisa dele.

A escassez de água já foi tema aqui no blog em Crise hídrica e tecnologias sustentáveis. Agora, com o El Niño, o desafio chega pelos dois lados: falta de chuva em uma parte do país e excesso em outra.

Cloro produzido onde a água é tratada

A linha Sanitation, da H2O, produz hipoclorito de sódio no próprio local a partir de água, sal e energia elétrica. A solução sai em baixa concentração (menos de 1%), é gerada sob demanda e dispensa o estoque de produto concentrado. O único insumo a armazenar é o sal, que é estável e seguro de guardar.

A capacidade vai de 1 a 250 kg de cloro por dia. Isso atende desde um poço comunitário até uma indústria de grande porte. Em julho de 2026, por exemplo, a H2O iniciou a instalação de 12 estações de cloração em comunidades rurais do Ceará. E na BRF de Carambeí (PR), duas unidades Sanitation24 produzem 48 kg de cloro por dia dentro da fábrica.

Preparação é a palavra

O próprio Painel recomenda acompanhar de perto as previsões e os alertas oficiais. Para quem opera sistemas de água, preparação também passa por reduzir a dependência de insumos que precisam chegar de longe. Produzir o próprio cloro é uma forma concreta de manter a água tratada com chuva ou sem chuva.

Quer avaliar a geração de cloro in loco no seu município ou na sua planta? Fale com a H2O: (18) 99117-7117 · contato@h2ogeradoresdecloro.com.br

Fonte: Painel El Niño 2026-2027: quarto boletim (INPE, 01/10/2026).